As lesões
nos músculos da parte de trás da coxa ocorrem com frequência no futebol. A
maior parte delas acontece durante uma arrancada ou uma corrida a toda
velocidade, sem qualquer impacto ou contato com outros jogadores.
Os
sintomas variam conforme a gravidade da lesão, já que é possível romper todo o
músculo ou apenas parte dele. As lesões nos músculos posteriores da coxa
ocorrem com mais frequência quando já houve uma lesão anterior na região ou
quando a musculatura da coxa está enfraquecida.
Sintomas e sinais:
• Estalo
no momento da lesão; dor súbita ao longo da parte de trás da perna.
• Dor,
inchaço e hematomas na parte posterior da coxa.
•
Dificuldade de caminhar; flexionar (dobrar) o joelho causa dor.
Primeiros socorros
Aplicar o
protocolo PRICE (sigla
em inglês para proteção, repouso, gelo, compressão e elevação) à coxa lesionada
(com o joelho totalmente flexionado).
Mas como
prevenir o estiramento muscular?
A melhor
maneira é com o aquecimento antes de realizar qualquer atividade física, ideal
para alongar os músculos e prepará-los para os exercícios que serão feitos. Ser
acompanhado por um profissional de Educação Física é essencial para evitar
exercícios feitos de maneira incorreta e consequentes lesões.
Como os especialistas informam, o estiramento muscular em geral
não é uma lesão muito grave, mas causa dor e incapacidade de realizar os
movimentos na perfeição, por isso necessita de um tratamento adequado com
medicamentos anti-inflamatórios e em alguns casos, fisioterapia. “Caso continue
sentindo dores mesmo depois de utilizar os remédios e o tratamento indicado
pelo médico, o paciente deve procurar um ortopedista o mais rápido possível”
Os
estiramentos podem ser classificados de acordo com as dimensões da lesão em:
· Grau I – é o estiramento de uma
pequena quantidade de fibras musculares (lesão < 5 do músculo). A dor é
localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular
contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente,
mas, geralmente, não é notado no exame físico. Ocorrem danos estruturais
mínimos, a hemorragia é pequena, a resolução é rápida e a limitação funcional é
leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente
rápida.
· Grau II – Neste caso, o número de
fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores (lesão > 5 e < 50 do
músculo), com as mesmas características da lesão de primeiro grau, porém com
maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório
local mais acentuado e redução da função muscular. A resolução é mais lenta.
· Grau III - Esta lesão geralmente
ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele
(lesão > 50 do músculo), resultando em uma importante perda da função com a
presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa,
provocada pela contração muscular passiva.
O edema e
a hemorragia são grandes. Dependendo da localização do músculo lesionado em
relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis,
localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão, devido à força da
gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O
defeito muscular pode ser palpável e visível.
CAUSAS
DO ESTIRAMENTO
Os
fatores predisponentes aos estiramentos são: deficiências de flexibilidade,
desequilíbrios de força entre músculos de ações opostas (agonistas e
antagonistas), lesões musculares pregressas, distúrbios nutricionais e hormonais,
infecções, fatores relacionados ao treinamento, incoordenação de movimentos,
técnica incorreta, sobrecarga e fadiga muscular, má postura durante a execução
do treino, discrepância de comprimento de membros inferiores, diminuição da
amplitude de movimento, e o mais importante, sem desconsiderar os outros pontos
: insuficiência no aquecimento inicial antes da prática dos exercícios.
O
aquecimento geral estimula a sinóvia, uma película de revestimento articular, a
produzir líquido sinuvial, um líquido que lubrifica e nutre a cartilagem
articular. Um aquecimento de 10 minutos aumenta em 13% a produção deste
líquido. Então, antes de se exercitar caminhe, movimente não só os membros
inferiores nesta caminhada, mas também os superiores. Movimentação livre dos
braços e pernas também ajuda.
Porém
cuidado! É a contração rápida e explosiva que, fundamentalmente, proporciona o
surgimento da lesão.
Outros
fatores como o estado de condicionamento físico da pessoa, condições climáticas
e o estado de equilíbrio emocional, contribuem para o mecanismo de lesão
acontecer.
TRATAMENTO
Quando
ocorre a lesão, a fase aguda é contida com gelo, repouso, elevação do membro e
uso de antiinflamatórios, prescritos por um profissional médico e
fisioterapeuta.
Nesse
caso, é obrigatório aguardar a reparação muscular, pois o processo cicatricial
resultante deve ser bom e isto ocorre, em média, num período de 4 semanas.
Após
este período, iniciam-se os alongamentos.
Se
alongarmos antes, as fibras musculares não se recompõem - é como se
arrancássemos a ”casquinha do machucado”, demorando mais para sarar.
Mas há
exceções, quando todo processo de reabilitação de um atleta deve ser o mais
rápido possível, para ele voltar à ativa o quanto antes. A fisioterapia acelera
esta resolução cicatricial com o uso de laser e ultra-som fisioterapêutico,
facilitando o trabalho.
Após esta
sequência inicial de cuidados específicos, iniciam-se os exercícios gerais.
Os
exercícios de recuperação funcional, que estão em alta hoje na mídia, têm como
objetivo retornar o indivíduo à sua atividade de costume, antes da lesão. Além
de restaurar a estabilidade funcional e os padrões de movimentos específicos do
atleta, minimizando o risco de nova lesão.
No geral,
a evolução é feita de modo gradativo. O treino, inicialmente, deve ser feito
com baixa intensidade, respeitando as suas limitações e a ocorrência de dor
eventual.
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