segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Estiramento dos músculos posteriores da coxa



As lesões nos músculos da parte de trás da coxa ocorrem com frequência no futebol. A maior parte delas acontece durante uma arrancada ou uma corrida a toda velocidade, sem qualquer impacto ou contato com outros jogadores.


Os sintomas variam conforme a gravidade da lesão, já que é possível romper todo o músculo ou apenas parte dele. As lesões nos músculos posteriores da coxa ocorrem com mais frequência quando já houve uma lesão anterior na região ou quando a musculatura da coxa está enfraquecida.

Sintomas e sinais:

• Estalo no momento da lesão; dor súbita ao longo da parte de trás da perna.
• Dor, inchaço e hematomas na parte posterior da coxa.
• Dificuldade de caminhar; flexionar (dobrar) o joelho causa dor.

Primeiros socorros

Aplicar o protocolo PRICE (sigla em inglês para proteção, repouso, gelo, compressão e elevação) à coxa lesionada (com o joelho totalmente flexionado).

 


Mas como prevenir o estiramento muscular? 
A melhor maneira é com o aquecimento antes de realizar qualquer atividade física, ideal para alongar os músculos e prepará-los para os exercícios que serão feitos. Ser acompanhado por um profissional de Educação Física é essencial para evitar exercícios feitos de maneira incorreta e consequentes lesões.

Como os especialistas informam, o estiramento muscular em geral não é uma lesão muito grave, mas causa dor e incapacidade de realizar os movimentos na perfeição, por isso necessita de um tratamento adequado com medicamentos anti-inflamatórios e em alguns casos, fisioterapia. “Caso continue sentindo dores mesmo depois de utilizar os remédios e o tratamento indicado pelo médico, o paciente deve procurar um ortopedista o mais rápido possível”

 


Os estiramentos podem ser classificados de acordo com as dimensões da lesão em:

·         Grau I – é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares (lesão < 5 do músculo). A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico. Ocorrem danos estruturais mínimos, a hemorragia é pequena, a resolução é rápida e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente rápida.

·         Grau II – Neste caso, o número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores (lesão > 5 e < 50 do músculo), com as mesmas características da lesão de primeiro grau, porém com maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório local mais acentuado e redução da função muscular. A resolução é mais lenta.

·         Grau III - Esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele (lesão > 50 do músculo), resultando em uma importante perda da função com a presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa, provocada pela contração muscular passiva.

O edema e a hemorragia são grandes. Dependendo da localização do músculo lesionado em relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão, devido à força da gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O defeito muscular pode ser palpável e visível.

CAUSAS DO ESTIRAMENTO

Os fatores predisponentes aos estiramentos são: deficiências de flexibilidade, desequilíbrios de força entre músculos de ações opostas (agonistas e antagonistas), lesões musculares pregressas, distúrbios nutricionais e hormonais, infecções, fatores relacionados ao treinamento, incoordenação de movimentos, técnica incorreta, sobrecarga e fadiga muscular, má postura durante a execução do treino, discrepância de comprimento de membros inferiores, diminuição da amplitude de movimento, e o mais importante, sem desconsiderar os outros pontos : insuficiência no aquecimento inicial antes da prática dos exercícios.

O aquecimento geral estimula a sinóvia, uma película de revestimento articular, a produzir líquido sinuvial, um líquido que lubrifica e nutre a cartilagem articular. Um aquecimento de 10 minutos aumenta em 13% a produção deste líquido. Então, antes de se exercitar caminhe, movimente não só os membros inferiores nesta caminhada, mas também os superiores. Movimentação livre dos braços e pernas também ajuda.

Porém cuidado! É a contração rápida e explosiva que, fundamentalmente, proporciona o surgimento da lesão.

Outros fatores como o estado de condicionamento físico da pessoa, condições climáticas e o estado de equilíbrio emocional, contribuem para o mecanismo de lesão acontecer.

TRATAMENTO

Quando ocorre a lesão, a fase aguda é contida com gelo, repouso, elevação do membro e uso de antiinflamatórios, prescritos por um profissional médico e fisioterapeuta.
Nesse caso, é obrigatório aguardar a reparação muscular, pois o processo cicatricial resultante deve ser bom e isto ocorre, em média, num período de 4 semanas.
 Após este período, iniciam-se os alongamentos.
Se alongarmos antes, as fibras musculares não se recompõem - é como se arrancássemos a ”casquinha do machucado”, demorando mais para sarar.

Mas há exceções, quando todo processo de reabilitação de um atleta deve ser o mais rápido possível, para ele voltar à ativa o quanto antes. A fisioterapia acelera esta resolução cicatricial com o uso de laser e ultra-som fisioterapêutico, facilitando o trabalho.

Após esta sequência inicial de cuidados específicos, iniciam-se os exercícios gerais.
Os exercícios de recuperação funcional, que estão em alta hoje na mídia, têm como objetivo retornar o indivíduo à sua atividade de costume, antes da lesão. Além de restaurar a estabilidade funcional e os padrões de movimentos específicos do atleta, minimizando o risco de nova lesão.

No geral, a evolução é feita de modo gradativo. O treino, inicialmente, deve ser feito com baixa intensidade, respeitando as suas limitações e a ocorrência de dor eventual.



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